19.4 C
Coimbra
Quarta-feira, 29 Junho, 2022
InícioDESTAQUEAbstenção à beira da maioria

Abstenção à beira da maioria

Nas últimas eleições autárquicas em Coimbra, em 2009, verificou-se a mais curta diferença de sempre entre aqueles que votaram num partido político (ou coligação) e os que não quiseram escolher qualquer candidato. Essa diferença foi de 8.496 eleitores, num total de 127.622 cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais; ou seja, menos de 7%.

O crescente desencanto com a prática dos principais partidos pode levar a que, depois de amanhã, o número dos que não escolhem seja, pela primeira vez, superior ao daqueles que votam num qualquer candidato. No entanto, as “autárquicas” não serão a ocasião mais fiável para avaliar do desinteresse dos cidadãos pelos actos eleitorais, dada a proximidade existente entre quem vota e quem é eleito.
A análise dos resultados das eleições no concelho de Coimbra permite ainda verificar que o maior número dos que não escolheram (abstencionistas e os que votaram nulo ou em branco) se verificou em 1997, quando 60.280 eleitores não participaram na última das três vitórias consecutivas de Manuel Machado.
Por outro lado, a maior participação ocorreu em 2001 (primeiro dos três triunfos de Carlos Encarnação), quando 72.678 votantes escolheram um dos candidatos.
Coimbra: quem escolhe e quem não escolhe ao longo de 37 anos
No domingo à noite se saberá se, desta vez, os que não escolhem são em maior número, ou não, do que aqueles que expressam uma vontade inequívoca.
A análise, no entanto, não será fácil, já que os eleitores tendem a ter um “comportamento errante” nas eleições autárquicas. Há cidadãos que votam em “cores” diferentes consoante se trate da junta de freguesia, da câmara ou da assembleia municipal. E há, igualmente, os que votam no “seu” candidato e se abstêm nos restantes órgãos.
Dada a especificidade das “autárquicas”, não parece razoável que se retirem “conclusões nacionais” de uma eleição que é local. Como também não se entende o frenesim dos principais dirigentes partidários, que correram o país a enviar recados uns aos outros, esquecendo os problemas concretos que se colocam às diferentes comunidades locais.
O comportamento de Passos, Seguro, Portas, Jerónimo e Catarina constituiu, afinal, um insulto ao poder local. E, consequentemente, a todos os eleitores, contribuindo deste modo para o crescente desprestígio da prática política em Portugal.
RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -

Most Popular

Recent Comments

Célia Franco on Redacção da TSF ocupada
Maria da Conceição de Oliveira on Liceu D. Maria: reencontro 40 anos depois
maria fernanda martins correia on Água em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa
Eduardo Varandas on Conversas [Vasco Francisco]
Emília Trindade on Um nascimento atribulado
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
José da Conceição Taborda on João Silva
Cristina Figueiredo on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria Emília Seabra on Registos – I [Eduardo Aroso]
São Romeiro on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria do Rosário Portugal on Ricardo Castanheira é suspenso e abandona PS
M Conceição Rosa on Quando a filha escreve no jornal…
José Maria Carvalho Ferreira on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria Isabel Teixeira Gomes on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria de Fátima Martins on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
margarida Pedroso de lima on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
Manuel Henrique Saraiva on Como eu vi o “Prós e Contras” da RTP
Armando Manuel Silvério Colaço on Qual é a maior nódoa negra de Coimbra?
Maria de Fátima Pedroso Barata Feio Sariva on Encarnação inaugurou Coreto com mais de 100 anos
Isabel Hernandez on Lembram-se do… Viegas?
Maria Teresa Freire Oliveira on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Teresa Freire Oliveira on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Madalena >Ferreira de Castro on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on INSÓLITO / Tacho na sessão da Câmara de Miranda
Ermenilde F.C.Cipriano on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on De onde sou, sempre serei
Carlos Santos on Revolta de um professor
Eduardo Varandas on De onde sou, sempre serei
Norberto Pires on Indignidade [Norberto Pires]
Luis Miguel on Revolta de um professor
Fernando José Pinto Seixas on Indignidade [Norberto Pires]
Olga Rodrigues on De onde sou, sempre serei
Eduardo Saraiva on Pergunta inquietante
mritasoares@hotmail.com on Hoje há poesia (15h00) na Casa da Cultura
Eduardo Varandas on Caricatura 3 (por Victor Costa)
Maria do Carmo Neves on FERREIRA FERNANDES sobre Sócrates
Maria Madalena Ferreira de Castro on Revalidar a carta de condução
Eduardo Saraiva on Eusébio faleceu de madrugada
Luís Pinheiro on No Café Montanha
Maria Madalena Ferreira de Castro on Eusébio faleceu de madrugada
José Maria Carvalho Ferreira on José Basílio Simões no “Expresso”
Maria Madalena Ferreira de Castro on Carta de Lisboa
Manuel Fernandes on No Café Montanha
Rosário Portugal on Desabamento na Estrada de Eiras
manuel xarepe on No Café Montanha
Jorge Antunes on Mataram-me a freguesia
António Conchilha Santos on Nota de abertura
Herminio Ferreira Rico on Ideias e idiotas!
José Reis on Nota de abertura
Eduardo Varandas on Caricatura
Eduardo Varandas on Miradouro da Lua
Célia Franco on Nota de abertura
Apolino Pereira on Nota de abertura
Armando Gonçalves on Nota de abertura
José Maria Carvalho Ferreira on Nota de abertura
Jorge Antunes on Nota de abertura
João Gaspar on Nota de abertura
Ana Caldeira on Nota de abertura
Diamantino Carvalho on Mataram-me a freguesia
António Olayo on Nota de abertura
Alexandrina Marques on Nota de abertura
Luis Miguel on Nota de abertura
Joao Simões Branco on Nota de abertura
Jorge Castilho on Nota de abertura
Luísa Cabral Lemos on Nota de abertura
José Quinteiro on Nota de abertura
Luiz Miguel Santiago on Nota de abertura
Fernando Regêncio on Nota de abertura
Mário Oliveira on Nota de abertura