19.4 C
Coimbra
Quarta-feira, 29 Junho, 2022
InícioGERALPensamentos de Verão/Outono

Pensamentos de Verão/Outono

O Facebook é propício a textos curtos, enquanto o blogue parece destinado a acolher prosas mais elaboradas.

Volta e meia, escrevo no “Face” o resultado de algumas reflexões sobre a actualidade. São PENSAMENTOS disto e daquilo, uns mais cáusticos outros mais humorados.

São algumas das reflexões redigidas entre Agosto e Outubro, reflexões de meia-estação, que hoje aqui trago.

PENSAMENTO MATINAL-SINDICAL

É ridícula a obsessão da CGTP pela Ponte Sobre o Tejo, que ontem foi Ponte Salazar, hoje é Ponte 25 de Abril e amanhã não se sabe o que será. (16 de Outubro)

PENSAMENTO… COMERCIAL

Ir ao Continente comprar bilhetes para o futebol é como entrar numa sapataria e pedir uma dúzia de sardinhas. (11 de Outubro)

PENSAMENTO… MOTORIZADO

Se for ao Fórum ou ao Dolce Vita tenho estacionamento garantido e não sou obrigado a comprar nada.

Se for ao hospital, não tenho estacionamento e sou obrigado a pagar taxa moderadora. (10 de Outubro)

TAREFA PARA HOJE

Procurar a ética republicana. (7 de Outubro)

5 DE OUTUBRO

Dou comigo a pensar que a nossa República está cheia de cortesãos. (5 de Outubro)

PENSAMENTO PÓS-ELEITORAL

As minhas segundas-feiras seguintes às eleições são rigorosamente iguais às sextas-feiras anteriores. Há 38 anos. (30 de Setembro)

REFLEXÃO POLÍTICA matinal

Quando Coelho, Seguro, Jerónimo, Portas e Catarina andam pelo país, a propósito das eleições autárquicas, a enviar recados uns aos outros, o que todos demonstram é uma enorme falta de respeito pelos cidadãos. 

Portugal continua a ser Lisboa. O resto é paisagem. (24 de Setembro)

PENSAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA DE MANHÃ

O Verão mais frio dos últimos 100 anos nunca mais acaba.

Já estou farto de tanto calor.

[E parece que o Outono irá pelo mesmo caminho.] (16 de Setembro)

PENSAMENTO SOBRE FUNÇÃO PÚBLICA

Se o Governo pretende reduzir pessoal na Função Pública pode começar por rescindir com os milhares de boys e girls com que os vários partidos têm infestado os serviços.

[Podemos ajudar a fazer a lista. Todos conhecemos vários casos…] (30 de Agosto)

MORAL DE ESQUERDA

(com uma valente gargalhada)

Uma das coisas que há muito me causa urticária é a sobranceria de sectores ditos esquerdistas, que se arrogam uma superioridade cultural, moral, política, etc.

Eles é que sabem, eles são mais cultos, são mais inteligentes, são mais instruídos, são mais sérios intelectualmente, eles são… uma espécie de “deus”. (31 de Agosto)

REFLEXÕES DE UM PROVINCIANO

O país arde a Norte e a Câmara de Lisboa ocupa centenas de bombeiros num simulacro no Chiado.

Não há aviões para combater os fogos florestais e um ministro lisboeta compra… submarinos. (29 de Agosto)

SIMULACRO NOJENTO

Com o país a arder, a Câmara de Lisboa promoveu hoje um simulacro do incêndio do Chiado, envolvendo 300 homens e 80 viaturas.

Poucas horas depois do funeral da jovem bombeira morta pelas chamas.

Ao fim de 25 anos, ainda não se conhecem as causas do incêndio no Chiado. Mas sabe-se que as floreiras colocadas pela Câmara impediram um combate eficaz às chamas, porque os carros dos bombeiros não podiam passar.

Por tudo isto, António Costa, a ideia [da Câmara] de comemorar os 25 anos da destruição do Chiado é um verdadeiro nojo.

Um nojo… nojento, ouviu, António? (25 de Agosto)

REFLEXÃO (confusa) DOMINGUEIRA

Carvalho da Silva (CGTP) sai devagarinho do PCP.

João Proença deixa a UGT e passeia-se com estrondo no PS.

 

Da vida de Álvaro Cunhal nada se sabia. Nem sequer a casa onde morava.

Agora publicam-se livros que querem mostrar um conimbricense como os outros. (25 de Agosto)

REFLEXÃO MATINAL

(numa serra do distrito de Coimbra)

O ministro da Administração Interna anunciou que a partir de hoje haverá 200 militares a vigiar as florestas.

O número está errado. Deveriam ser… 228.

Porque hoje é 22/8. Sim, 22 de Agosto. (22 de Agosto)

BREVE REFLEXÃO POLÍTICA

PS e Bloco de Esquerda avisam que, caso Cavaco Silva promulgue o diploma das 40 horas de trabalho na Função Pública, irão suscitar a constitucionalidade do diploma.

Será isto uma pressão sobre o Presidente da República?

Ou só as declarações de Passos Coelho constituem pressão sobre o Tribunal Constitucional?

Já agora: serão altas ou baixas pressões? (19 de Agosto)

REFLEXÃO FUTEBOLÍSTICA

(porque hoje é domingo)

Uma coisa é gerir, outra coisa é dirigir.

Uma coisa é ser gerente, outra coisa é ser dirigente.

Luís Filipe Vieira prova que não passará de um gestor.

O Benfica está sem treinador (como escrevi em Maio) e já deve ter perdido um campeonato que ainda não começou. (11 de Agosto)

REFLEXÃO JORNALÍSTICA

Os jornais são escritos por profissionais cada vez mais jovens (porque mais baratos) e lidos por pessoas cada vez mais idosas (porque habituadas às notícias em papel).

O “desencontro” provoca resultados facilmente previsíveis.

Maus resultados, claro. (3 de Agosto)

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -

Most Popular

Recent Comments

Célia Franco on Redacção da TSF ocupada
Maria da Conceição de Oliveira on Liceu D. Maria: reencontro 40 anos depois
maria fernanda martins correia on Água em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa
Eduardo Varandas on Conversas [Vasco Francisco]
Emília Trindade on Um nascimento atribulado
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
José da Conceição Taborda on João Silva
Cristina Figueiredo on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria Emília Seabra on Registos – I [Eduardo Aroso]
São Romeiro on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria do Rosário Portugal on Ricardo Castanheira é suspenso e abandona PS
M Conceição Rosa on Quando a filha escreve no jornal…
José Maria Carvalho Ferreira on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria Isabel Teixeira Gomes on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria de Fátima Martins on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
margarida Pedroso de lima on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
Manuel Henrique Saraiva on Como eu vi o “Prós e Contras” da RTP
Armando Manuel Silvério Colaço on Qual é a maior nódoa negra de Coimbra?
Maria de Fátima Pedroso Barata Feio Sariva on Encarnação inaugurou Coreto com mais de 100 anos
Isabel Hernandez on Lembram-se do… Viegas?
Maria Teresa Freire Oliveira on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Teresa Freire Oliveira on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Madalena >Ferreira de Castro on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on INSÓLITO / Tacho na sessão da Câmara de Miranda
Ermenilde F.C.Cipriano on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on De onde sou, sempre serei
Carlos Santos on Revolta de um professor
Eduardo Varandas on De onde sou, sempre serei
Norberto Pires on Indignidade [Norberto Pires]
Luis Miguel on Revolta de um professor
Fernando José Pinto Seixas on Indignidade [Norberto Pires]
Olga Rodrigues on De onde sou, sempre serei
Eduardo Saraiva on Pergunta inquietante
mritasoares@hotmail.com on Hoje há poesia (15h00) na Casa da Cultura
Eduardo Varandas on Caricatura 3 (por Victor Costa)
Maria do Carmo Neves on FERREIRA FERNANDES sobre Sócrates
Maria Madalena Ferreira de Castro on Revalidar a carta de condução
Eduardo Saraiva on Eusébio faleceu de madrugada
Luís Pinheiro on No Café Montanha
Maria Madalena Ferreira de Castro on Eusébio faleceu de madrugada
José Maria Carvalho Ferreira on José Basílio Simões no “Expresso”
Maria Madalena Ferreira de Castro on Carta de Lisboa
Manuel Fernandes on No Café Montanha
Rosário Portugal on Desabamento na Estrada de Eiras
manuel xarepe on No Café Montanha
Jorge Antunes on Mataram-me a freguesia
António Conchilha Santos on Nota de abertura
Herminio Ferreira Rico on Ideias e idiotas!
José Reis on Nota de abertura
Eduardo Varandas on Caricatura
Eduardo Varandas on Miradouro da Lua
Célia Franco on Nota de abertura
Apolino Pereira on Nota de abertura
Armando Gonçalves on Nota de abertura
José Maria Carvalho Ferreira on Nota de abertura
Jorge Antunes on Nota de abertura
João Gaspar on Nota de abertura
Ana Caldeira on Nota de abertura
Diamantino Carvalho on Mataram-me a freguesia
António Olayo on Nota de abertura
Alexandrina Marques on Nota de abertura
Luis Miguel on Nota de abertura
Joao Simões Branco on Nota de abertura
Jorge Castilho on Nota de abertura
Luísa Cabral Lemos on Nota de abertura
José Quinteiro on Nota de abertura
Luiz Miguel Santiago on Nota de abertura
Fernando Regêncio on Nota de abertura
Mário Oliveira on Nota de abertura