Terminado o mestrado, quis obter o respectivo Diploma e uma certidão da Acta do Júri. Tentei pedir os documentos no sítio dos Serviços Académicos na internet, mas a “Acta” não consta das opções disponíveis.
POR TELEFONE E POR E-MAIL
No dia 23 de Setembro, contactei telefonicamente os serviços e fui informado de que deveria enviar uma mensagem de correio electrónico a solicitar a emissão dos referidos documentos. Como resposta receberia um formulário para preencher e uma referência multibanco para efectuar o respectivo pagamento.
Foi o que fiz no dia seguinte: «Solicito informação de como obter os seguintes documentos:
– diploma de conclusão de mestrado
– cópia da acta do júri das provas de mestrado.
Informo que as provas, em Comunicação e Jornalismo, decorreram no passado dia 12 de Setembro. Mais informo que se trata de um mestrado pré-Bolonha.»
No dia 9 de Outubro, como continuava sem receber qualquer resposta, enviei nova mensagem: «Recordo o pedido de informação efectuado há 15 dias. Se bem que não se trate de algo muito urgente, creio ser razoável ter resposta em duas semanas.».
Continuei sem resposta. Até ontem, 23 dias depois da primeira mensagem.
Os sucessivos talões de estacionamento
Os sucessivos talões de estacionamento
PRESENCIALMENTE
Ontem decidi ir pessoalmente à Secretaria-Geral. Pensei que seria um “dia bom”, porque já decorria a “Recepção ao Caloiro” e, portanto, haveria poucos estudantes.
Lá fui.
Cheguei às 9h30, tirei a senha número 37.
E foi assim, como fui relatando no Facebook…
10h09. Das seis posições de atendimento apenas três estão a funcionar. As duas posições de Tesouraria estão a funcionar, mas estão sem interessados. À espera cerca de 50 pessoas.
10h12. Foi chamado o número 8. O número 12 está a ser atendido porque é um caso de doutoramento.
[Dizem-me que um “senhor professor”, se for tratar do assunto de um filho, também terá prioridade no atendimento. Não apareceu nenhum. Felizmente?…]
10h15. Chamado o 10. Sistema é oral. Quanto às senhas, o sistema é igual ao das secções de peixe dos supermercados.
[A máquina de separação de assuntos está avariada. O quadro electrónico está avariado. De vez em quando, uma funcionária levanta-se e vem ao “hall” perguntar «Está alguém de doutoramento?…». Privilégios…]
10h25. Quinta posição de atendimento prepara-se para começar. [Afinal, tratou-se de “alarme falso”…] Vou sair. Tenho de ir à Couraça de Lisboa colocar mais 50 cêntimos na máquina de estacionamento. Meus só serão 30 cêntimos, porque a máquina do café enganou-se no troco e deu-me 20 cêntimos a mais.
10h40. Regresso. O estacionamento está pago até às 11h31. Chamam o número 16.
10h45. Os números 12 e 47 foram atendidos primeiro. São (outros) casos de doutoramento. Pais a tratar de assuntos de filhos. O 12 tinha chegado às 7h30; a filha está numa empresa e não poderia deslocar-se. O 47 só veio entregar um documento relativo à bolsa atribuída ao filho, a fazer doutoramento em Lisboa mas professor, segundo percebi, em Coimbra.
10h50. Leio o “Diário Económico”, grátis, apesar do jornal ter impresso o preço: 1,60 euros. Estavam uns 10 exemplares em cima da mesa, agora estão lá dois, um deles já meio amassado.
11h10. Chamam o 26. Há quatro posições de atendimento a funcionar.
11h15. O dispensador de senhas tem à vista o 72.
11h20. Assalta-me uma dúvida: terei de voltar ao parquímetro? Faltam 11 minutos. Está a ser atendido o número 31.
11h22. Volta a passar à frente um candidato de doutoramento. [A minha interlocutora de conversa de ocasião, a 38, também acaba de ser atendida. Era igualmente um assunto relacionado com doutoramento.]
11h30. Tudo na mesma…
11h35. É chamado o 33.
12h00. Voltei ao parquímetro da Couraça de Lisboa; mais 30 cêntimos… Entretanto, o 34 e o 35 não apareceram e o 36 (que tinha três senhas na mão) foi chamado. Às 11h42 chamaram o 37. Eu. Disse ao que ia, preenchi um impresso, paguei 25 euros por duas certidões e… pedi para ir ao parquímetro enquanto tratavam dos documentos. Estou agora a regressar da Couraça e a reentrar na Secretaria-Geral.
12h12. Já vi os meus documentos. Vão levar o selo branco. Chamam o 42. O dispensador de senhas mostra o 92.
12h14. Tenho os documentos. Inicio o caminho de regresso ao automóvel, estacionado na Couraça de Lisboa, porque a rua onde se situam os Serviços Académicos é interdita a não-residentes na zona.
SIMPATIA E… OUTRO E-MAIL
Fui atendido com profissionalismo e, até, simpatia. O pedido da Acta do Júri não é vulgar, porque obrigou a esclarecimentos. Mas enquanto fui à Couraça pagar mais 40 minutos de estacionamento, o assunto foi tratado.
Às 15h00, três da tarde em ponto, recebo um e-mail dos Serviços Académicos: «O seu pedido foi considerado Concluído por uma ou mais das seguintes situações: 1) A questão/problema colocado foi considerado respondido. 2)  O serviço foi considerado concluído. 3) A sua mensagem não está relacionada com a Gestão Académica e portanto, será reencaminhada para outro canal de informação da Universidade».
Respondi horas mais tarde da seguinte forma: «Muito obrigado pela mensagem. Informo que o meu pedido foi concluído porque, depois de 23 dias sem receber qualquer resposta desses Serviços, me desloquei à Secretaria-Geral e – após cerca de duas horas e meia de espera – tratei pessoalmente do assunto.»
E… chegou assim ao fim mais uma aventura nos serviços da Universidade de Coimbra, em Portugal – Europa, no ano da graça de 2013 – século XXI.
Foi a quinta aventura, no espaço de um ano.

Nada mau.

Acta que eu queria ter (excerto)
Acta que eu queria ter (excerto)

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