34.5 C
Coimbra
Terça-feira, 9 Agosto, 2022
InícioOPINIÃOO tabu de Manuel Machado

O tabu de Manuel Machado

JOSÉ AUGUSTO FERREIRA DA SILVA *

No discurso de vitória, na noite eleitoral, apesar de não ter maioria absoluta, o dr. Manuel Machado falou bem alto na exclusão da “cidade renovada” dos que criaram obstáculos à sua eleição. Veio, seguramente, à memória de todos os episódios de exclusões nas suas anteriores presidências.

Na tomada de posse, no dia 21 de Outubro, o dr. Manuel Machado fez, porém, a mediática afirmação de que contava com todos os vereadores para exercerem em pleno as sua funções, numa abrangência algo surpreendente face ao que antes havia declarado.

E na primeira reunião de Câmara, no dia 28 de Outubro, fez aprovar 7 vereadores a tempo inteiro, com os votos dos eleitos do PS. Decisão inédita que se recusou a fundamentar e a concretizar.

PS-simbolo

Acontece que, passadas quase três semanas, o Dr. Manuel Machado não atribuiu qualquer pelouro e não designou sequer o/a vice-presidente!!! O que deve ser caso único no país.

Ou seja, passou de proposta inédita quanto a vereadores a tempo inteiro,  para a situação de governar sozinho a Câmara Municipal !!!!

O que provoca, necessariamente, desorganização e paralisação dos serviços, uma vez que não é crível que sozinho o dr. Manuel Machado seja capaz de atender e despachar tudo.

Mas não é só este o dano que causa. Causa, sobretudo, um dano irreparável na credibilidade das instituições municipais aos olhos dos munícipes, que não deixarão de ver nesta sua conduta, mais um tique politiqueiro, que tanto tem afastado os cidadãos da participação política.

O que é tanto mais grave, quanto não é possível ignorar que nas últimas eleições, no concelho de Coimbra, as abstenções, votos nulos e brancos ultrapassaram largamente os 50%.

O que deveria fazer reflectir, profundamente, todos os eleitos e, em particular, o presidente da Câmara, sobre a forma de trazer para a participação cívica e política a esmagadora maioria dos cidadãos.

Não podemos, por isso, deixar de denunciar esta situação anómala e apelar aos cidadãos que exijam do presidente da Câmara Municipal uma definição clara e urgente de como e com quem quer governar o concelho.

 

* vereador na Câmara Municipal de Coimbra, eleito pelo movimento Cidadãos Por Coimbra

Artigo anteriorAssuntos não faltam, mas…
Próximo artigo15 mil
RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -

Most Popular

Recent Comments

Célia Franco on Redacção da TSF ocupada
Maria da Conceição de Oliveira on Liceu D. Maria: reencontro 40 anos depois
maria fernanda martins correia on Água em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa
Eduardo Varandas on Conversas [Vasco Francisco]
Emília Trindade on Um nascimento atribulado
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
José da Conceição Taborda on João Silva
Cristina Figueiredo on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria Emília Seabra on Registos – I [Eduardo Aroso]
São Romeiro on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria do Rosário Portugal on Ricardo Castanheira é suspenso e abandona PS
M Conceição Rosa on Quando a filha escreve no jornal…
José Maria Carvalho Ferreira on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria Isabel Teixeira Gomes on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria de Fátima Martins on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
margarida Pedroso de lima on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
Manuel Henrique Saraiva on Como eu vi o “Prós e Contras” da RTP
Armando Manuel Silvério Colaço on Qual é a maior nódoa negra de Coimbra?
Maria de Fátima Pedroso Barata Feio Sariva on Encarnação inaugurou Coreto com mais de 100 anos
Isabel Hernandez on Lembram-se do… Viegas?
Maria Teresa Freire Oliveira on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Teresa Freire Oliveira on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Madalena >Ferreira de Castro on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on INSÓLITO / Tacho na sessão da Câmara de Miranda
Ermenilde F.C.Cipriano on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on De onde sou, sempre serei
Carlos Santos on Revolta de um professor
Eduardo Varandas on De onde sou, sempre serei
Norberto Pires on Indignidade [Norberto Pires]
Luis Miguel on Revolta de um professor
Fernando José Pinto Seixas on Indignidade [Norberto Pires]
Olga Rodrigues on De onde sou, sempre serei
Eduardo Saraiva on Pergunta inquietante
mritasoares@hotmail.com on Hoje há poesia (15h00) na Casa da Cultura
Eduardo Varandas on Caricatura 3 (por Victor Costa)
Maria do Carmo Neves on FERREIRA FERNANDES sobre Sócrates
Maria Madalena Ferreira de Castro on Revalidar a carta de condução
Eduardo Saraiva on Eusébio faleceu de madrugada
Luís Pinheiro on No Café Montanha
Maria Madalena Ferreira de Castro on Eusébio faleceu de madrugada
José Maria Carvalho Ferreira on José Basílio Simões no “Expresso”
Maria Madalena Ferreira de Castro on Carta de Lisboa
Manuel Fernandes on No Café Montanha
Rosário Portugal on Desabamento na Estrada de Eiras
manuel xarepe on No Café Montanha
Jorge Antunes on Mataram-me a freguesia
António Conchilha Santos on Nota de abertura
Herminio Ferreira Rico on Ideias e idiotas!
José Reis on Nota de abertura
Eduardo Varandas on Caricatura
Eduardo Varandas on Miradouro da Lua
Célia Franco on Nota de abertura
Apolino Pereira on Nota de abertura
Armando Gonçalves on Nota de abertura
José Maria Carvalho Ferreira on Nota de abertura
Jorge Antunes on Nota de abertura
João Gaspar on Nota de abertura
Ana Caldeira on Nota de abertura
Diamantino Carvalho on Mataram-me a freguesia
António Olayo on Nota de abertura
Alexandrina Marques on Nota de abertura
Luis Miguel on Nota de abertura
Joao Simões Branco on Nota de abertura
Jorge Castilho on Nota de abertura
Luísa Cabral Lemos on Nota de abertura
José Quinteiro on Nota de abertura
Luiz Miguel Santiago on Nota de abertura
Fernando Regêncio on Nota de abertura
Mário Oliveira on Nota de abertura