O novo (regressado) presidente da Câmara Municipal de Coimbra continua a somar derrotas. Ou seja, percorre um caminho caracterizado pela coerência dos resultados.

Em termos cronológicos, a primeira derrota de Manuel Machado aconteceu no próprio dia das eleições, quando não conseguiu mais do que uma maioria relativa, algo que nunca tinha sucedido ao Partido Socialista em Coimbra.

A segunda derrota foi o ter tentado distribuir pelouros por sete vereadores (o que significava um aumento de 40%) e ter-se visto obrigado a continuar com os mesmos cinco do Executivo anterior.

A derrota mais significativa foi, no entanto, a terceira. O candidato Manuel Machado prometeu baixar os impostos, mas depois de ter sido eleito o já presidente Manuel Machado apresentou uma proposta no sentido de manter a taxa de IMI em 0,39; ou seja, a mesma aplicada em 2013 pela anterior maioria camarária. E foi derrotado na reunião do Executivo.

Negociações com o PSD levaram a nova proposta (então, sim, já uma baixa – pequena, mas uma baixa – do imposto) e foi aprovada a taxa de 0,38. Quase nada para o cidadão, mas ainda assim uma melhoria. Deste modo, e embora contra a própria vontade, Manuel Machado começava a cumprir a promessa de baixar impostos.

Começava… mas não começou, porque a Assembleia Municipal, reunida esta quinta-feira, recusou a proposta. Com uma recomendação clara: ou a taxa de IMI baixa ainda mais ou a Assembleia voltará a rejeitar a proposta.

Consumou-se assim a quarta derrota política (a segunda em termos de IMI) de Manuel Machado em cerca de um mês. Talvez seja recorde nacional.

[Há outras derrotas políticas do novo presidente camarário, embora não sejam tão evidentes. A demora na distribuição de pelouros foi uma delas. Mas há mais…]

NOTA – A título de exemplo, e para efeitos de comparação, referem-se as taxas de IMI para 2014 já aprovadas no distrito de Coimbra.

taxas IMI 2014

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