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Eusébio, o maior jogador de futebol português de todos os tempos, faleceu esta madrugada em Lisboa. Fonte do Benfica disse à agência Lusa que Eusébio, de 71 anos, morreu às 4h30, vítima de paragem cardiorespiratória.

Sobre o “Pantera Negra” muito será escrito hoje e nos próximos dias. COIMBRA JORNAL recorda-o com esta foto de 1966, na qual Eusébio está ladeado pelo fotógrafo conimbricense Fernando Marques (o “Formidável”), no lado esquerdo da imagem, e pelo seleccionador nacional, Manuel da Luz Afonso.

No fim do Inglaterra-Portugal das meias-finais do Campeonato do Mundo de Inglaterra, disputado no Estádio de Wembley em Julho de 1966, Eusébio abandona o relvado a chorar, após a derrota por 2-1 (golos de Bobby Charlton, aos 30 e 80 minutos, e do próprio Eusébio, aos 82, de grande penalidade). Nesse momento, o “Formidável” decide abandonar a função de fotógrafo e prefere confortar o jogador em lágrimas. Uma opção pouco jornalística, mas repleta de humanidade.

Esta imagem correu Mundo, juntando para a História dois nomes grandes nas respectivas áreas: o maior jogador português de sempre e o mais carismático “fotógrafo de Imprensa” de Coimbra de todos os tempos.

Repousam ambos agora em paz.

Formidável e Eusébio

* * * * 

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FERNANDO MARQUES, O “FORMIDÁVEL”

«Fernando Marques, conhecido pela alcunha de “O Formidável”, nasceu em Coimbra a 20 de Setembro de 1911, tendo falecido com 85 anos, a 17 de Dezembro de 1996.
Fernando Marques, ficou internacionalmente conhecido quando, no “Mundial” de 1966, em Inglaterra, foi captado por Nuno Ferrari a consolar Eusébio, no momento em que o Pantera Negra chorava pela derrota frente aos britânicos, que afastaram a equipa portuguesa da final. Natural de Coimbra, “O Formidável” manteve uma grande paixão pela Académica e tornou-se célebre, a nível nacional, pelas deslocações que fazia ao estrangeiro acompanhando o Benfica e a selecção nacional de futebol.
Fernando Marques esteve também em grandes provas internacionais nomeadamente, no europeu de França (1984) e no Mundial do México (1986), continuando a ser uma das figuras mais vistas nos estádios de Portugal, enquanto a saúde o deixou. Colaborou com quase todos os jornais do país, desportivos e não desportivos, entre os quais “A Bola”, “Record”, “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e “Diário de Coimbra”. Era sócio do Clube Nacional de Imprensa Desportiva (CNID) e da Associação Internacional de Imprensa Desportiva (AIPS).O seu espólio fotográfico (mais de mil fotografias), foi cedido pelo CNID à Câmara Municipal de Coimbra. Na altura do seu falecimento, um grupo de colegas encontrava-se em preparativos para uma grande festa de homenagem, que perpetuaria a sua memória na cidade de Coimbra e no País. Por seu lado, também o CNID elaborava uma proposta para a atribuição da Medalha-de-Bons-Serviços Desportivos ao “Formidável”.»

(in “Todos somos futebol”)

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Lembro-me perfeitamente do ‘Formidável’ e das corridas que fazia para Lisboa ainda pela velhinha estrada nº1 para fazer cobertura de acontecimentos desportivos

  2. Recordo ” O Formidável” no Estádio Municipal de Coimbra correndo junto á linha, de máquina em punho e, o esvoaçar da sua gabardina aberta, tudo enfeitado com o seu caracteristico boné.

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