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Eram 20 ou 30 pessoas, em rotação constante, junto à estátua de Eusébio, no Estádio da Luz. Famílias que ali quiseram passar no seu passeio de domingo, mas também homens e mulheres sós. Uns rezavam, outros colocavam flores, outros ainda traziam cachecóis.

À volta, muitos mais jornalistas. A rádio e a televisão, muitos fotógrafos. Carros de exteriores, antenas parabólicas. Equipas de reportagem e jornalistas sós, que filmavam e pegavam no microfone ao mesmo tempo. Televisões nacionais e estrangeiras.

Nos mastros, as bandeiras á meia-haste. Benfica, Federação, Portugal, Moçambique. Funcionários preparavam as grades para encaminhar as pessoas que quisessem, mais tarde, entrar no Estádio da luz para prestar a última homenagem ao maior futebolista português de todos os tempos.

O ambiente era de tristeza. A senhora, já idosa, de muletas, gabardina clara, encaminhou-se para junto da estátua. Parou. Deve ter rezado uma breve oração e depôs um flor junto da imagem de Eusébio. Recuou. Ficou alguns instantes em silêncio. Voltou costas e prosseguiu o caminho. Era 1 da tarde, em ponto, no Estádio da Luz. A meu lado, um adepto de cachecol ao pescoço olhava para o grupo de admiradores de Eusébio e comentou baixinho: «Isto não é nada. Logo é que vai ser…».

13h10. Encaminhei-me para a saída, o almoço com familiares estava a ficar atrasado. Joaquim Franco, da SIC, entrava nesse momento em directo no “Jornal da Tarde”. Entrevistava um homem ainda novo, um dos muitos que ali tinha ido prestar a última homenagem ao Pantera Negra. Era o Jorge, adepto do Sporting.

 

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