13.4 C
Coimbra
Quinta-feira, 30 Junho, 2022
InícioDESTAQUESerá que sou militante do PS?

Será que sou militante do PS?

web-Partido-Socialista

EMÍNIO LAPA *

Ando preocupado! Como vou vivendo aqui e ali, em caves de prédios e até perto das Escadas Monumentais, já vivi e por ali e aqui, vou fazendo uns biscates, será que alguém já me inscreveu no Partido Socialista na Distrital de Coimbra?
Seria até uma honra ser parceiro de tão honrados meliantes, mas como prezo a minha liberdade gostaria de ser eu a escolher os companheiros de luta. Gosto de ter como parceiros gente discreta, porque as salas de interrogatório da Polícia Judiciária causam-me fobia. Fico com falta de ar e a garganta seca. Deve ser do ar condicionado, ou da falta deste!
Nunca me tornei militante de nenhum partido porque não me sinto à altura de tais organizações. Sou apenas um cidadão que, de quando em vez, lá tenta golpear a (própria) sorte, mas que não gosta de ser roubado nem enganado.

Estas chafurdices de gente que não olha a meios para atingir os fins, enjoam-me. Mas enquanto eu ando enjoado, eles lambuzam-se sentados à mesa do poder onde se governam e nos desgovernam. Há contudo, uma réstia de esperança. Na Polícia Judiciária do Centro, o assunto não caiu em saco roto. Como noticiava o “Jornal de Notícias” o caso «tem sido investigado com prioridade absoluta… a quantidade e o desplante das falsificações detectadas, na ordem das centenas – segundo a fonte do jornal – causaram forte impressão em quem acompanha a investigação».
Os agentes estão a ouvir centenas de pessoas do distrito de Coimbra que terão sido inscritas no PS, em 2011, com dados falsos. António José Seguro e outros dirigentes socialistas até já foram avisados das ilegalidades, mas dizem que o caso tem de ser investigado pelas autoridades. Certo, mas e internamente o que é que está ser feito? Se um militante ousa afrontar as directivas do partido levanta-se um processo disciplinar e expulsa-se o atrevido. E nestes casos, qual será o procedimento? É certo que a casa é deles, mas um pouco mais de transparência ficava-lhes bem. Até porque o povo parece contentar-se com a velha máxima de que mais vale parece-lo do que sê-lo!

* pseudónimo

web-Emínio-Lapa

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -

Most Popular

Recent Comments

Célia Franco on Redacção da TSF ocupada
Maria da Conceição de Oliveira on Liceu D. Maria: reencontro 40 anos depois
maria fernanda martins correia on Água em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa
Eduardo Varandas on Conversas [Vasco Francisco]
Emília Trindade on Um nascimento atribulado
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
José da Conceição Taborda on João Silva
Cristina Figueiredo on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria Emília Seabra on Registos – I [Eduardo Aroso]
São Romeiro on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria do Rosário Portugal on Ricardo Castanheira é suspenso e abandona PS
M Conceição Rosa on Quando a filha escreve no jornal…
José Maria Carvalho Ferreira on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria Isabel Teixeira Gomes on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria de Fátima Martins on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
margarida Pedroso de lima on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
Manuel Henrique Saraiva on Como eu vi o “Prós e Contras” da RTP
Armando Manuel Silvério Colaço on Qual é a maior nódoa negra de Coimbra?
Maria de Fátima Pedroso Barata Feio Sariva on Encarnação inaugurou Coreto com mais de 100 anos
Isabel Hernandez on Lembram-se do… Viegas?
Maria Teresa Freire Oliveira on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Teresa Freire Oliveira on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Madalena >Ferreira de Castro on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on INSÓLITO / Tacho na sessão da Câmara de Miranda
Ermenilde F.C.Cipriano on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on De onde sou, sempre serei
Carlos Santos on Revolta de um professor
Eduardo Varandas on De onde sou, sempre serei
Norberto Pires on Indignidade [Norberto Pires]
Luis Miguel on Revolta de um professor
Fernando José Pinto Seixas on Indignidade [Norberto Pires]
Olga Rodrigues on De onde sou, sempre serei
Eduardo Saraiva on Pergunta inquietante
mritasoares@hotmail.com on Hoje há poesia (15h00) na Casa da Cultura
Eduardo Varandas on Caricatura 3 (por Victor Costa)
Maria do Carmo Neves on FERREIRA FERNANDES sobre Sócrates
Maria Madalena Ferreira de Castro on Revalidar a carta de condução
Eduardo Saraiva on Eusébio faleceu de madrugada
Luís Pinheiro on No Café Montanha
Maria Madalena Ferreira de Castro on Eusébio faleceu de madrugada
José Maria Carvalho Ferreira on José Basílio Simões no “Expresso”
Maria Madalena Ferreira de Castro on Carta de Lisboa
Manuel Fernandes on No Café Montanha
Rosário Portugal on Desabamento na Estrada de Eiras
manuel xarepe on No Café Montanha
Jorge Antunes on Mataram-me a freguesia
António Conchilha Santos on Nota de abertura
Herminio Ferreira Rico on Ideias e idiotas!
José Reis on Nota de abertura
Eduardo Varandas on Caricatura
Eduardo Varandas on Miradouro da Lua
Célia Franco on Nota de abertura
Apolino Pereira on Nota de abertura
Armando Gonçalves on Nota de abertura
José Maria Carvalho Ferreira on Nota de abertura
Jorge Antunes on Nota de abertura
João Gaspar on Nota de abertura
Ana Caldeira on Nota de abertura
Diamantino Carvalho on Mataram-me a freguesia
António Olayo on Nota de abertura
Alexandrina Marques on Nota de abertura
Luis Miguel on Nota de abertura
Joao Simões Branco on Nota de abertura
Jorge Castilho on Nota de abertura
Luísa Cabral Lemos on Nota de abertura
José Quinteiro on Nota de abertura
Luiz Miguel Santiago on Nota de abertura
Fernando Regêncio on Nota de abertura
Mário Oliveira on Nota de abertura