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Cansada da vida de delegada comercial na área das telecomunicações, Catarina, 39 anos, casada, dois filhos, lembrou-se de vender Bolas de Berlim porta-a-porta depois de ver uma reportagem na televisão. E se bem o pensou, mais depressa o concretizou!

Testou as “bolas” de várias padarias e escolheu o fornecedor. Depois criou uma página no Facebook, onde anunciou a ideia e começou a receber as encomendas. E ei-la na estrada. Com material de promoção e tudo!

Parte manhã cedo, de Cantanhede. Às terças e sextas, desloca-se a Coimbra. Às quartas, viaja para a zona de onde é natural (Santa Comba Dão, Mortágua e Tondela). Às quintas é o dia de Anadia, Aveiro, Águeda e Mealhada. Mas também já foi à Figueira.

Somam-se os clientes. Esses ficam com o número de telemóvel. Os novos podem encomendar através da Internet – é assim que lhe chegam 90% dos pedidos. A sexta-feira é, por norma, o melhor dia: chega a vender 300 Bolas de Berlim. Embaladas individualmente em sacos de papel que um dia terão o logotipo da “empresa”.

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Há três qualidades de produto: sem creme (1 euro), com creme (1,10) e com creme de chocolate (1,20). Entrega em todos os locais que se possam imaginar: empresas, centros de saúde, lares, infantários, escritórios, cabeleireiros, bancos, oficinas, casas particulares. O conceito-base é mesmo esse: levar as Bolas de Berlim aos clientes.

«As pessoas acham a ideia original. Por outro lado, gostam da qualidade do produto que vendo», afirma Catarina, que faz uma média de 150 quilómetros por dia para entregar entre 150 e 300 “bolas”. Em princípio, não vende menos do que seis a cada cliente. Mas se o pedido ficar dentro do percurso, pode entregar menos.

Começou há três meses. No início vendia 60 a 70 por dia. O negócio tem crescido. O objectivo é, agora, vender diariamente 500 Bolas de Berlim. E de forma inteiramente legal: Catarina passa factura, declara todas as vendas às Finanças.

Já sabe: se quer provar as Bolas de Berlim que a Catarina leva à sua porta, entre as 10h00 e as 16h00, só tem de clicar aqui e fazer o pedido. Diz quem já comeu que são muito boas. Tão boas que, depois, muitos clientes (muitas clientes, sobretudo) até colocam as fotos no Facebook para… fazer crescer a água na boca aos outros.

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[Nota: o redactor, que não é muito fã de doces, não provou… Mas acredita no olhar da Catarina, que garantiu, a sorrir, que a qualidade é o principal trunfo neste negócio, inovador pela região de Coimbra, mas que já existe noutras zonas do país.]

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3 COMENTÁRIOS

  1. Excelente conceito!
    Jamais teria a coragem da Catarina, até porque tenho
    problemas de saúde e não conseguiria andar 100mts!!

    Também não posso comer todas as semanas, porque a medicação causa efeitos secundários no fígado e a alimentação tem de ser vigiada!
    Confesso que a primeira vez que comi uma BB saboreei de olhos fechados….e não resisti a mais uma dose!!!

    Toda a minha sincera admiração a uma MULHER que não desiste e
    com inteligência nos tenta com as BB que quem come uma vez jamais resiste!

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