O que aconteceu no ESTÁDIO DA LUZ não é normal. E levanta muitas questões de segurança.

Um estádio construído há 10 anos não pode “desfazer-se” pela acção do vento, como se viu ao fim da tarde de anteontem. E nem sequer foi a primeira vez que tal aconteceu: a 19 de Fevereiro de 2013 (há cerca de um ano, portanto) o jogo Benfica B-Feirense foi adiado pelo mesmo motivo.

Como se já não bastassem as questões relacionadas com a violência, nas imediações dos estádios e nas bancadas, os adeptos têm agora um novo motivo de preocupação: a solidez dos próprios estádios.

As avultadas verbas públicas destinadas aos estádios do Euro 2004, sinal de novo-riquismo num país estruturalmente pobre, não podiam ter final mais triste.

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A Escola Nacional de Saúde Pública divulgou um novo “RANKING” DOS HOSPITAIS. O melhor de todos é agora o Hospital de Coimbra, mas a notícia foi conhecida através de jornais de… Lisboa e do Porto.

No sábado, vários meios de comunicação social (“Público”, Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e “Expresso”, entre outros) noticiaram com grandes destaques a classificação dos hospitais portugueses. “Diário de Coimbra” e “Diário As Beiras” não tiveram acesso à informação. O primeiro noticiou o facto um dia depois, com destaque. O segundo, prejudicado pelo facto de não ter edição dominical, referiu-se-lhe brevemente, numa coluna, no jornal de segunda-feira.

A situação não é nova. Por um lado, as “entidades nacionais” esquecem-se normalmente dos denominados “jornais da província”, mesmo que alguns deles tenham tiragens superiores (logo, maior audiência) do que os ditos “jornais nacionais”. Por outro, porque este tipo de atitudes não merece qualquer reparo dos responsáveis dos jornais de Coimbra.

Esta atitude de “Come e cala-te” é uma das razões para o desprestígio da Imprensa Regional. Medrosos, querendo “estar de bem com Deus e com o diabo”, vão cavando assim mais alguns centímetros da própria sepultura. Porque não assumem o protesto de forma clara, com a espinha vertebral bem direita, na vertical.

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Que o Governo contrate em regime de “outsourcing” os serviços de uma telefonista da Presidência do Conselho de Ministros diz-nos mais sobre a situação do país do que muitos tratados e análises políticas.

Pena é que o Povo não possa fazer o mesmo relativamente a pelo menos alguns dos decisores políticos.

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