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Punido com 18 meses de suspensão pela Comissão Federativa de Jurisdição do PS/Coimbra, Ricardo Castanheira decidiu pura e simplesmente abandonar o Partido Socialista. O castigo teve por base um texto que o jurista escreveu para o movimento Cidadãos por Coimbra, em 4 de Março do ano passado.

Nesse texto, que constituiu afinal a única prova apresentada pelo PS/Coimbra contra o militante n.º 31.450, Ricardo Castanheira afirma o seguinte: «Num mundo globalizado as cidades readquiriram relevância enquanto espaços de criatividade e de produção intelectual, cultural e económica. Coimbra tem todas as condições para ser uma cidade com um futuro tão grandioso quanto o seu passado. O atavismo não é uma fatalidade. Este movimento novo, plural e eclético apresenta-se como um sinal dos tempos e de esperança. Tudo, por Coimbra!»

Em carta hoje enviada às estruturas locais do partido, o jurista afirma que dispensa «a indulgência política, o cinismo acusatório e a covardia» alegadamente constantes da acusação que lhe foi dirigida.

«Repugna-me a ficção da acusação da primeira à última linha, pelo que decido sair pelo meu próprio pé e não gastarei mais cêra com tão maus defuntos», acrescenta Ricardo Castanheira.

O jurista conimbricense, actualmente a trabalhar no Brasil, termina a carta com a confissão de que «já devesse ter [tomado esta atitude] há mais tempo, mas a esperança na mudança das práticas e das pessoas foi-me fazendo ficar. Agora, chegou a hora!». E conclui: «Mas vou andar por aí!…».

A carta, de quatro páginas e datada de «Brasília, 14.02.2014», hoje portanto, inclui um “post scriptum”: «O cartão de militante seguirá por correio».

O documento, uma autêntica “bofetada de luva branca” nos principais responsáveis do PS/Coimbra, designadamente Manuel Machado e Carlos Cidade, pode ser lido integralmente aqui.

2 COMENTÁRIOS

  1. Realmente os Partidos Políticos estão numa decadência, total! Em todos situações destas estão acontecer. Espertos, são aqueles que não esperam ser demitidos e se demitem! Há 2 anos também mandei o meu cartão de militante, não do PS, mas dos CDS, antes que corressem comigo! Ou dizemos Ámen, a tudo e somos excelentes militantes ou o caldo entorna-se. Apesar de não ser Socialista, nem pouco mais ou menos, sempre gostei de ler as crónicas do Dr. Ricardo Castanheira.

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