18.8 C
Coimbra
Domingo, 26 Junho, 2022
InícioDESTAQUERicardo Castanheira é suspenso e abandona PS

Ricardo Castanheira é suspenso e abandona PS

web-Ricardo-Castanheira

Punido com 18 meses de suspensão pela Comissão Federativa de Jurisdição do PS/Coimbra, Ricardo Castanheira decidiu pura e simplesmente abandonar o Partido Socialista. O castigo teve por base um texto que o jurista escreveu para o movimento Cidadãos por Coimbra, em 4 de Março do ano passado.

Nesse texto, que constituiu afinal a única prova apresentada pelo PS/Coimbra contra o militante n.º 31.450, Ricardo Castanheira afirma o seguinte: «Num mundo globalizado as cidades readquiriram relevância enquanto espaços de criatividade e de produção intelectual, cultural e económica. Coimbra tem todas as condições para ser uma cidade com um futuro tão grandioso quanto o seu passado. O atavismo não é uma fatalidade. Este movimento novo, plural e eclético apresenta-se como um sinal dos tempos e de esperança. Tudo, por Coimbra!»

Em carta hoje enviada às estruturas locais do partido, o jurista afirma que dispensa «a indulgência política, o cinismo acusatório e a covardia» alegadamente constantes da acusação que lhe foi dirigida.

«Repugna-me a ficção da acusação da primeira à última linha, pelo que decido sair pelo meu próprio pé e não gastarei mais cêra com tão maus defuntos», acrescenta Ricardo Castanheira.

O jurista conimbricense, actualmente a trabalhar no Brasil, termina a carta com a confissão de que «já devesse ter [tomado esta atitude] há mais tempo, mas a esperança na mudança das práticas e das pessoas foi-me fazendo ficar. Agora, chegou a hora!». E conclui: «Mas vou andar por aí!…».

A carta, de quatro páginas e datada de «Brasília, 14.02.2014», hoje portanto, inclui um “post scriptum”: «O cartão de militante seguirá por correio».

O documento, uma autêntica “bofetada de luva branca” nos principais responsáveis do PS/Coimbra, designadamente Manuel Machado e Carlos Cidade, pode ser lido integralmente aqui.

RELATED ARTICLES

2 COMENTÁRIOS

  1. Realmente os Partidos Políticos estão numa decadência, total! Em todos situações destas estão acontecer. Espertos, são aqueles que não esperam ser demitidos e se demitem! Há 2 anos também mandei o meu cartão de militante, não do PS, mas dos CDS, antes que corressem comigo! Ou dizemos Ámen, a tudo e somos excelentes militantes ou o caldo entorna-se. Apesar de não ser Socialista, nem pouco mais ou menos, sempre gostei de ler as crónicas do Dr. Ricardo Castanheira.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -

Most Popular

Recent Comments

Célia Franco on Redacção da TSF ocupada
Maria da Conceição de Oliveira on Liceu D. Maria: reencontro 40 anos depois
maria fernanda martins correia on Água em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa
Eduardo Varandas on Conversas [Vasco Francisco]
Emília Trindade on Um nascimento atribulado
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
José da Conceição Taborda on João Silva
Cristina Figueiredo on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria Emília Seabra on Registos – I [Eduardo Aroso]
São Romeiro on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria do Rosário Portugal on Ricardo Castanheira é suspenso e abandona PS
M Conceição Rosa on Quando a filha escreve no jornal…
José Maria Carvalho Ferreira on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria Isabel Teixeira Gomes on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria de Fátima Martins on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
margarida Pedroso de lima on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
Manuel Henrique Saraiva on Como eu vi o “Prós e Contras” da RTP
Armando Manuel Silvério Colaço on Qual é a maior nódoa negra de Coimbra?
Maria de Fátima Pedroso Barata Feio Sariva on Encarnação inaugurou Coreto com mais de 100 anos
Isabel Hernandez on Lembram-se do… Viegas?
Maria Teresa Freire Oliveira on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Teresa Freire Oliveira on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Madalena >Ferreira de Castro on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on INSÓLITO / Tacho na sessão da Câmara de Miranda
Ermenilde F.C.Cipriano on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on De onde sou, sempre serei
Carlos Santos on Revolta de um professor
Eduardo Varandas on De onde sou, sempre serei
Norberto Pires on Indignidade [Norberto Pires]
Luis Miguel on Revolta de um professor
Fernando José Pinto Seixas on Indignidade [Norberto Pires]
Olga Rodrigues on De onde sou, sempre serei
Eduardo Saraiva on Pergunta inquietante
mritasoares@hotmail.com on Hoje há poesia (15h00) na Casa da Cultura
Eduardo Varandas on Caricatura 3 (por Victor Costa)
Maria do Carmo Neves on FERREIRA FERNANDES sobre Sócrates
Maria Madalena Ferreira de Castro on Revalidar a carta de condução
Eduardo Saraiva on Eusébio faleceu de madrugada
Luís Pinheiro on No Café Montanha
Maria Madalena Ferreira de Castro on Eusébio faleceu de madrugada
José Maria Carvalho Ferreira on José Basílio Simões no “Expresso”
Maria Madalena Ferreira de Castro on Carta de Lisboa
Manuel Fernandes on No Café Montanha
Rosário Portugal on Desabamento na Estrada de Eiras
manuel xarepe on No Café Montanha
Jorge Antunes on Mataram-me a freguesia
António Conchilha Santos on Nota de abertura
Herminio Ferreira Rico on Ideias e idiotas!
José Reis on Nota de abertura
Eduardo Varandas on Caricatura
Eduardo Varandas on Miradouro da Lua
Célia Franco on Nota de abertura
Apolino Pereira on Nota de abertura
Armando Gonçalves on Nota de abertura
José Maria Carvalho Ferreira on Nota de abertura
Jorge Antunes on Nota de abertura
João Gaspar on Nota de abertura
Ana Caldeira on Nota de abertura
Diamantino Carvalho on Mataram-me a freguesia
António Olayo on Nota de abertura
Alexandrina Marques on Nota de abertura
Luis Miguel on Nota de abertura
Joao Simões Branco on Nota de abertura
Jorge Castilho on Nota de abertura
Luísa Cabral Lemos on Nota de abertura
José Quinteiro on Nota de abertura
Luiz Miguel Santiago on Nota de abertura
Fernando Regêncio on Nota de abertura
Mário Oliveira on Nota de abertura