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“Fernando Lopes-Graça e a Presença: correspondência”, é o título da obra, da autoria de Ricardo António Alves e Teresa Cascudo, que é apresentada hoje, sexta-feiras, às 17h00, na Casa da Escrita em Coimbra.

O compositor guardou um importante conjunto epistolar, constituindo este o primeiro volume dedicado às missivas trocadas entre si e os escritores da revista Presença. Encontrampos nesta correspondência testemunhos da vivência e do pensamento daqueles que colaboraram com a presença e que foram designados por “geração da Presença”: José Régio, João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca, Adolfo Casais Monteiro, Miguel Torga, Vitorino Nemésio, Júlio, António de Sousa, Afonso Duarte, Alberto de Serpa, Albano Nogueira e Jorge de Sena.

O âmbito cronológico da documentação decorre do início dos anos 30 até final dos anos 60 do século XX, abrangendo um período bastante importante da história cultural e política portuguesa, mostrando, também, que o convívio epistolar com Lopes-Graça se manteve muito além da extinção da revista, em 1940.

Fernando Lopes-Graça, foi um dos mais notáveis compositores e musicólogos contemporâneos. Nasceu a 17 de Dezembro de 1906, em Tomar. Estudou em Coimbra, no Conservatório Nacional. As “Variações Sobre um Tema Popular Português para Piano” são a sua primeira obra, datada de 1929.

Presencista desde a primeira hora, colabora na revista até 1936, ano em que parte para Paris para frequentar na Sorbonne a cadeira de Musicologia. Regressado a Portugal, em 1939, logo inicia um fabuloso trabalho musical assente sobre elementos harmónicos, melódicos e rítmicos do folclore português.

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