19.4 C
Coimbra
Quarta-feira, 29 Junho, 2022
InícioÁGUA EM COIMBRAÁgua em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa

Água em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa

web-precos-Coimbra-Lisboa

Preços mensais em Coimbra e Lisboa para um consumo de 10 metros cúbicos

 

MÁRIO MARTINS

Utilizar a água da rede pública em Coimbra é muito mais caro do que fazê-lo em Lisboa. Uma diferença chocante.
Vejamos dois exemplos concretos.
A família Lopes vive em Coimbra. Gasta por mês 10 metros cúbicos de água, valor normal para um agregado de três ou quatro pessoas. No final do mês recebe a factura e vê-se obrigada a pagar 21,57 euros.
A família Sousa vive em Lisboa. Gasta os mesmos 10 metros cúbicos de água, mas a factura é apenas de 13,97 euros.
Ou seja, a família de Coimbra gasta mais 54% do que o agregado lisboeta, apesar do poder de compra na capital ser quase o dobro daquele que existe na cidade coimbrã (217 contra 132).
A diferença torna-se mais evidente, e mais chocante, se analisarmos a conta anual da água. Ao fim de 12 meses, a família de Coimbra pagou 259 euros, enquanto a família de Lisboa pagou 168 euros.

Outra forma de comprovar a gritante desigualdade de tratamento entre os consumidores de Coimbra e os de Lisboa, todos cidadãos portugueses com os mesmos direitos e deveres, é analisar as facturas da água em função do Índice Per Capita do Poder de Compra (IpC), determinado pelo Instituto Nacional de Estatística: em Lisboa é 217, enquanto em Coimbra é 132.
Assim, se a família de Coimbra paga 21,57 euros por mês, a família de Lisboa deveria pagar 35,52 euros.
Ou, em alternativa, se a família de Lisboa paga 13,97 por mês, a família de Coimbra deveria pagar 8,48 euros mensais, quase três vezes menos do que aquilo que paga!

Olhando este exemplo concreto, confirma-se que – quando existem desiguldades – quem suporta os maiores custos são os mesmos de sempre. Os que vivem na denominada Província. Porque, 40 anos depois de Abril, enquanto os dirigentes políticos se entretêm em guerras de alecrim e manjerona, Portugal continua a ser Lisboa “e o resto é paisagem”. Infelizmente.

RELATED ARTICLES

1 COMENTÁRIO

  1. E eu que o diga porque paguei no mês de Agosto de 2013, 500,17 euros de AGUA do meu andar, estando ausente na primeira semana desse mês!!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -

Most Popular

Recent Comments

Célia Franco on Redacção da TSF ocupada
Maria da Conceição de Oliveira on Liceu D. Maria: reencontro 40 anos depois
maria fernanda martins correia on Água em Coimbra 54% mais cara do que em Lisboa
Eduardo Varandas on Conversas [Vasco Francisco]
Emília Trindade on Um nascimento atribulado
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
Emília Trindade on Sonhos… [Mário Nicolau]
José da Conceição Taborda on João Silva
Cristina Figueiredo on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria Emília Seabra on Registos – I [Eduardo Aroso]
São Romeiro on Encontro Bata Azul 40 anos
Maria do Rosário Portugal on Ricardo Castanheira é suspenso e abandona PS
M Conceição Rosa on Quando a filha escreve no jornal…
José Maria Carvalho Ferreira on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria Isabel Teixeira Gomes on COIMBRA JORNAL tem novos colaboradores
Maria de Fátima Martins on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
margarida Pedroso de lima on Prof. Jorge Santos terminou a viagem
Manuel Henrique Saraiva on Como eu vi o “Prós e Contras” da RTP
Armando Manuel Silvério Colaço on Qual é a maior nódoa negra de Coimbra?
Maria de Fátima Pedroso Barata Feio Sariva on Encarnação inaugurou Coreto com mais de 100 anos
Isabel Hernandez on Lembram-se do… Viegas?
Maria Teresa Freire Oliveira on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Teresa Freire Oliveira on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Maria Madalena >Ferreira de Castro on Crónica falhada: um ano no Fundo de Desemprego
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on INSÓLITO / Tacho na sessão da Câmara de Miranda
Ermenilde F.C.Cipriano on REPORTAGEM / Bolas de Berlim porta-a-porta
Eduardo Manuel Dias Martins Aroso on De onde sou, sempre serei
Carlos Santos on Revolta de um professor
Eduardo Varandas on De onde sou, sempre serei
Norberto Pires on Indignidade [Norberto Pires]
Luis Miguel on Revolta de um professor
Fernando José Pinto Seixas on Indignidade [Norberto Pires]
Olga Rodrigues on De onde sou, sempre serei
Eduardo Saraiva on Pergunta inquietante
mritasoares@hotmail.com on Hoje há poesia (15h00) na Casa da Cultura
Eduardo Varandas on Caricatura 3 (por Victor Costa)
Maria do Carmo Neves on FERREIRA FERNANDES sobre Sócrates
Maria Madalena Ferreira de Castro on Revalidar a carta de condução
Eduardo Saraiva on Eusébio faleceu de madrugada
Luís Pinheiro on No Café Montanha
Maria Madalena Ferreira de Castro on Eusébio faleceu de madrugada
José Maria Carvalho Ferreira on José Basílio Simões no “Expresso”
Maria Madalena Ferreira de Castro on Carta de Lisboa
Manuel Fernandes on No Café Montanha
Rosário Portugal on Desabamento na Estrada de Eiras
manuel xarepe on No Café Montanha
Jorge Antunes on Mataram-me a freguesia
António Conchilha Santos on Nota de abertura
Herminio Ferreira Rico on Ideias e idiotas!
José Reis on Nota de abertura
Eduardo Varandas on Caricatura
Eduardo Varandas on Miradouro da Lua
Célia Franco on Nota de abertura
Apolino Pereira on Nota de abertura
Armando Gonçalves on Nota de abertura
José Maria Carvalho Ferreira on Nota de abertura
Jorge Antunes on Nota de abertura
João Gaspar on Nota de abertura
Ana Caldeira on Nota de abertura
Diamantino Carvalho on Mataram-me a freguesia
António Olayo on Nota de abertura
Alexandrina Marques on Nota de abertura
Luis Miguel on Nota de abertura
Joao Simões Branco on Nota de abertura
Jorge Castilho on Nota de abertura
Luísa Cabral Lemos on Nota de abertura
José Quinteiro on Nota de abertura
Luiz Miguel Santiago on Nota de abertura
Fernando Regêncio on Nota de abertura
Mário Oliveira on Nota de abertura