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Quinta-feira, 29 Setembro, 2022
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Frases de Urbano Duarte

PARTIDO COMUNISTA
«Cremos que aos Partidos Comunistas coube e cabe uma missão histórica: a de uma campanha sistemática e disciplinada em favor do operariado para que ele não seja explorado, mas, pelo contrário, para que os seus direitos sejam legalmente reconhecidos, com mudança radical das estruturas, se tanto for necessário.
Porém (…) no trato com o Partido Comunista quem for anjinho é palerma: temos que distinguir a estratégia dos Partidos Comunistas antes de alcançarem o Poder e depois de o terem em mãos.
Ora os factos demonstram que nos países “comunistas” do Leste não há partidos mas partido único; não há “liberdade democrática” para todos mas só para uns tantos; é crime fazer propaganda religiosa enquanto é um direito fazer propaganda ateia; há mais presos políticos e condenados à morte que em todos os países “burgueses”; se desapareceram os “patrões” surgiu o Estado-patrão e perdeu-se o direito à greve».
(Sintoma n.º 502, de 9/7/76)

PÂNICO FINANCEIRO
Este medo do futuro leva a pequena poupança a preferir o esconderijo da casa à caixa forte dos bancos e tenta o capitalista, o senhor milionário sem o mínimo escrúpulo patriótico, a furar, seja de que modo for, (e o capitalista adrega melhor com os subtis furos de saída do que o mais matreiro contrabandista fronteiriço…), as barreiras alfandegárias.
(Sintoma n.º 405/12/1974)

IGREJA E POLÍTICA
Eu não queria que a Igreja se transformasse em produto reacionário. Mas também não posso aceitar que em Portugal, e neste momento, só não seja reacionário quem for comunista.
(Sintoma n.º 443, 24/7/75)

JORNALISTA
«Quem escreve e assina o que escreve sai da zona da sua intimidade e cai nas bocas do mundo».

REVOLUCIONÁRIOS
Os falsos revolucionários da esquerda são os citadinos, os filhos ricos, os universitários, os burgueses com a má consciência da sua abundância, os oportunistas cegos pelo poder, os encantados de românticas ideologias mas sem nenhum contacto pessoal com as classes sofredoras, os revolucionários de profissão ou de moda, com labaredas de palha mas sem lume de torga que ponha panela a ferver para refeições sobre a mesa, mais que em visões fantasistas que só geram desengano.
(Sintoma n.º 470, 8/1/76)

CATÓLICOS
Se eu aceito que elementos da “direita” e da “extrema-direita” se confessem católicos, embora para eles a Igreja pouco mais signifique que o baluarte que defende velhas situações de ter e poder, muito mais aceito que homens da “esquerda”, em luta por uma maior justiça, encontrem no Evangelho, nos Padres da Igreja e nos últimos documentos conciliares, um poderoso estímulo para, em união de Fé, se doarem à conquista de um mundo mais livre, mais igual e mais participado. É mais cristão quem vive para os outros do que quem vive para si.
(Sintoma n.º 668, 25/10/1979)

POVO
Somos um povo maravilhoso com primores de coração. Defeito grave é, por passividade e conservadorismo, contribuir para a sua erosão. Crime de lesa-pátria é, porém, consentir que alguns marginais lhe chupem, como doninhas, o sangue desse coração.

(Sintoma n.º 565, 23/7/1977)

PARTICIPAÇÃO
Quem foge às lutas da sociedade a que pertence, não procure refúgio junto de Deus. Ele não é “Deus dos mortos” e dos covardes.
(Sintoma n.º 72, 22/7/71)

DIGNIDADE HUMANA
A dignidade humana é um valor divino, que ninguém pode reduzir, a não ser por sacrilégio, à situação de propriedade particular, seja de quem for: nem os filhos são propriedade dos pais e muito menos os operários podem ser considerados instrumentos do capital.
(Sintoma n.º 369, 4/7/1974)

JUVENTUDE
Poderemos discordar de muitas ideias dos “rapazes”. Porque radicais e verdes, a necessitar de menos fervura e um pouco de senso. Mas ninguém diga que eles não pensam. Pensam talvez mais que nós, os maduros, pensámos quando na sua idade.
(Sintoma n.º 415, 6/2/1975)

CENSURA E JORNALISTAS
“A censura, prévia e política, durante décadas a proibir artigos, a cortar frases e adjectivos, teve como consequência que todos os jornalistas ficassem reduzidos a um único modelo “robot”: máquinas de produzir elogios.”
(Sintoma n.º 353, 2/5/1974)

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