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Quinta-feira, 30 Junho, 2022
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Calou-se uma guitarra de Coimbra

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Francisco Filipe Martins, um dos maiores compositores da Canção de Coimbra (como o meu amigo João Aurélio Sansão Coelho gosta de afirmar), partiu hoje.

A sua famosa “Canção da Primavera”, de que existe a n.º 1 e a n.º 2, é uma verdadeira obra-prima. Foi também com ela que Carlos Encarnação conquistou a Câmara de Coimbra, em 2001, enquanto o socialista Manuel Machado preferia uma composição de Vangelis.
(Hei-de um dia escrever sobre esta campanha eleitoral e o que ela me permitiu conhecer do “interior” de um partido político; pouco, mas muito significativo).

Hoje partiu uma guitarra.
A sua música, porém, fica para a eternidade.

PARA OUVIR:

PARA OUVIR:
http://youtu.be/x4ZJNhBLBQQ
https://www.youtube.com/watch?v=QV7jkIXYpPg
https://www.youtube.com/watch?v=rqRDT2f98vs
https://www.youtube.com/watch?v=lYSoiGfZINI
https://www.youtube.com/watch?v=5ExqZieWgS4

Aplauso para o padre Jesus Ramos [António B. Martins]

Rainha-luminosa

 

ANTÓNO B. MARTINS *

 

O padre Jesus Ramos, pároco da Igreja de S. Bartolomeu e director do jornal diocesano “Correio de Coimbra”, tem sido, vai para alguns anos, o responsável pela saudação, no Largo da Portagem, em Coimbra, à imagem da Santa Rainha Isabel, aquando das Festas em sua honra. Este ano, proferiu uma intervenção dura e muito directa, na certeza de bem interpretar os sentimentos mais sofridos e mais preocupados dos seus irmãos na fé, na vida e na sociedade portuguesa.

Falou, como sempre o tem feito, em nome do Povo de Coimbra. Povo que, na sua esmagadora maioria, acredita e venera a sua Padroeira, exaltando as benfeitorias que, com gentileza, amabilidade e amor ao próximo, a Santa Rainha soube prestar ao seu Povo. Distribuindo bens aos mais pobres, apesar da rigidez do Rei, seu esposo. Eessa Senhora, Mãe e Esposa acabou por deixar exemplos e continua a zelar pela Cidade, pelos seus filhos e pelos seus residentes.

Jesus Ramos – que curiosamente esteve envolvido na minha vida e que, um dia, por “ditos e mexericos” deixei cair na minha prateleira dos “esquecidos” e que não mais reencontrei – merece o meu aplauso, agora, por ter conseguido, de forma franca e aberta, denunciar as falsas promessas e, também, a mediocridade que tem invadido os “palcos“ do poder. Poder que destruiu a esperança que, em Abril de 1974, todos depositaram numa nova era para Portugal.

Passados 40 anos, a miséria é enorme, os anseios são muitos, as amarguras imensas, as alegrias deram lugar aos desesperos, os sorrisos deixaram de brilhar nos nossos corações e as esperanças de vida melhor… afundaram-se em discursos de uma classe política desilustrada, sem cultura, atabalhoada, desviadora de interesses nacionais, vendida, amarrotada intelectualmente, apodrecida de sentidos e analfabeta de conhecimentos.

Jesus Ramos encheu-se de coragem e, em nome do Povo de Coimbra, pregou um sermão aos políticos deste País em crise de identidade, de valores, de ideias, de ideais e de lutas em prol das nossas gentes, pelo menos as mais indefesas e as de minguadas carteiras.

Jesus Ramos deixou palavras muito críticas, muito severas, muito assertivas e muito contundentes aos mandatários do poder. Vestiu a sotaina de pároco da gente mais humilde e simples, aquela que todos os dias sofre e tem de penar, e colocou dedos nas feridas que infectam a sociedade portuguesa. Suplicou, em nome do seu Povo, como Homem e como Cidadão – mas, e mais sublimemente, como Padre – por mais justiça, mais dignidade e mais trabalho sério e sem corrupções dos que, em Lisboa, têm desbaratado milhões e empobrecido a Nação.

Quero agradecer-lhe, em meu nome e – penso – de todos que o escutaram e, também, dos que não estiveram presentes na cerimónia, a forma sem freio como soube colocar os problemas da nossa gente e como apelou para a sua solução.

Qualquer padre deve ser um veículo de tudo quanto Jesus Ramos conseguiu denunciar, porque é voz de um Deus bom que reclama por justiça social, mais distribuição da riqueza, mais amor aos infelizes e aclama a dignidade humana.

* * * * *

PARA LER a Saudação à Rainha Santa clique aqui.

Saudação à Rainha Santa – 2014

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Dona Isabel de Portugal! Rainha Santa!

É com olhos carregados de espanto que todos observam esta enorme multidão que aqui se juntou, espontaneamente, vinda de todos os bairros da cidade, das vilas e aldeias das redondezas, e muitas de tão longe, que podem chamar à sua caminhada uma verdadeira peregrinação.

Por isso é natural que nos façamos a pergunta sobre a razão de tão vasto ajuntamento, reconhecendo, à partida, que figura pública alguma, das que hoje por aí se pavoneiam em busca de algum aplauso que satisfaça a sua vaidade mal dissimulada, será capaz de fazer reunir. E eu, que quase nem me atrevo a falar, em nome de todos, à majestade da realeza e à candura da santidade que refulgem na vossa pessoa ornada do oiro mais fino, das mais acrisoladas virtudes e do mais esplendoroso estatuto de realeza merecida por nascimento e por esmerada educação de princesa, sou impelido por todos para vos dirigir a palavra, fazendo meus os sentimentos de quantos aqui se reuniram, não apenas para ver passar a vossa imagem de soberana que, em passo cadenciado e lento, vem trazer alívio aos que dele fazem um anseio quotidiano, e flores, muitas flores, aos que, em hora de algum desalento, recobram ânimo com o odor que se desprende, em fragrância de esperança, das rosas em que é fecundo o vosso regaço abençoado por Deus, que de vós fez mãe e protectora dos pobres e desvalidos, rainha deste povo que nunca deixou de, no seu íntimo, vos prestar vassalagem, e santa intercessora de quantos, em momento de aflição, recorrem ao vosso admirável valimento junto d’Aquele que é realmente santo, santo, santo e Senhor Deus do universo.

Hoje, como sempre, ou talvez mais do que em qualquer outro momento do encontro da Padroeira com o seu Povo, são muitos os que pedem que fale em seu nome, os que, deixai que o exprima assim, me solicitam que desabafe toda a torrente de amargura que lhes invade o coração, que peça a vossa intercessão em favor de um povo oprimido (deste vosso povo, Rainha Santa!), oprimido por alguns que, jurando a pés juntos que fazem igualmente parte da nossa grei, sem olharem a meios e à fraternidade que a todos obriga, se foram afastando, depois de se terem apoderado desavergonhadamente daquilo que, à partida, é de todos, e, mais do que isso, daquilo que é fruto do trabalho e do suor dos que labutam por uma vida mais digna e tranquila, para si próprios e para as suas famílias. Vós sabeis bem a quem me refiro, Senhora! E eles sabem-no também!

Mas como poderei eu, que sou o mais humilde e sem mérito dos vossos vassalos, proclamar, sem me afastar da caridade a que o Evangelho me obriga, fazer chegar aos vossos ouvidos, e através de vós ao trono do Altíssimo, o clamor vindo das funduras da alma indignada do vosso povo que clama, por um lado contra os nefastos desatinos de muitos que, sem competência, sem preparação e sem qualidade, se foram colocando à frente dos destinos da nação; e de outros que, com desonestidade flagrante, foram engordando os seus cabedais, não tendo pejo em declarar como exclusivamente seu aquilo que, por vontade de Deus, a todos pertence? Mais! Como poderei eu que, como o profeta Jeremias, quase nem sei falar – como poderei, sem molestar o bom nome a que, em princípio, todos têm direito, denunciar não apenas as más acções (os roubos descarados, os assaltos ao tesouro público, as corrupções aos mais diversos níveis), mas igualmente os autores dessas más acções, desses roubos e dessas corrupções, aqueles que, para desonra sua e dos seus antepassados, até já perderam o pudor de verem os seus nomes divulgados na praça pública, como se o mal os não atingisse no carácter, eu diria mais, na fundura da alma, sobretudo porque se foram criando sistemas que, infelizmente, os põem a coberto de toda e qualquer sanção, porque os códigos que, por influência sua, uma influência nefasta, se foram forjando, nas costas ignorantes do povo, e perderam o sentido do justo em geral e do princípio de igualdade de todos os cidadãos perante as leis e a justiça em particular? Sim, Senhora e Rainha! Como poderei eu fazer chegar, e sobretudo fazer com que as minhas palavras, que me são exigidas por quase todos os presentes aqui, na praça nobre da cidade, e de modo especial pelos que sofrem e são abandonados à sua sorte de desafortunados da vida, produzam efeito de maneira a que a denúncia não definhe na vacuidade da retórica, mas produza efeitos de mudança, que só pode acontecer com a eficácia das acções de quem comanda, e com a conversão de todos aos verdadeiros valores que estiveram na fundação da pátria portuguesa, que são os valores da fraternidade, os valores da partilha e os valores da honestidade e da honradez nas relações de uns com os outros, mesmo quando se trate de cidadãos de escalões sociais diferentes?

À luz do Evangelho, que está na base das atitudes e dos valores cristãos que nos fizeram crescer como Povo independente e soberano, mas igualmente fraterno e solidário, não podemos silenciar os atropelos que, a coberto dos mais sofisticados meios, alguns deles tornados legais não sabemos de que modo e com que intenções, que se vão fazendo já não no recato do segredo obrigatório de grupos organizados para destruírem a verdadeira identidade da Pátria, mas em plena luz do dia, sem receio da reprovação do povo, cujo queixume agora, empolado por uma comunicação social desvirtuada do seu verdadeiro papel, parece ter sido transformado em aplauso a quantos, perdida a palavra de honra, se não importam que os seus nomes sejam apontados na praça pública, desde que se não toque, nem com o dedo mindinho, nos privilégios que sabem que não conquistaram nem com direitos históricos, nem com o próprio trabalho honrado e persistente, nem com o esforço que torna digna qualquer recompensa.

Rainha e Senhora! Talvez me tenha detido demasiado neste desabafo, que traduz a amargura do povo que sofre na carne o tormento da pobreza e o vilipêndio do desprezo a que é votado por tantos que se tornaram grandes só porque sugaram o suor e o sangue vertidos no trabalho e no esforço dos mais pequenos e humildes. Desabafo justo, de quem sabe que o clamor dos pobres nasce da injustiça que, exercida sobre os indefesos, é sempre um pecado que brada aos céus, mas que não pode fazer secar o caudal deste rio de esperança que corre ainda nas nossas veias e que aqui fez confluir o Povo de Portugal, que continua a olhar para a sua Rainha Santa como a protectora dos desvalidos, como o exemplo de quem proclama, semeia e pratica as obras de misericórdia, e como bem-aventurada, cujo regaço, a transbordar de rosas, nos faz acreditar que, apesar de todos os desmandos, ainda há espaço para o futuro, que depois de cada noite de breu, há sempre um alvorecer luminoso, e que a borrasca de cada tempestade – que a borrasca desta tempestade que nos provocaram, com ventos domésticos e ciclones tenebrosos vindos de fora – pode mudar, com a conversão de alguns corações empedernidos, com a clarividência de outros que finalmente reconheçam que a honestidade e a honradez valem mais do que a ganância e a opulência, e com a participação empenhada de todos, em aurora de uma nova manhã primaveril que nos faça desejar frutos novos, frutos de paz, frutos de conversão e frutos de verdadeiro amor fraterno.

Como diz a Escritura, “a esperança não engana”! Por isso nos reunimos aqui, vergados ao peso da opressão de alguns que se julgam donos do mundo, mas não subjugados à escravidão, porque, com a vossa presença de Rainha, nos sentimos sempre homens e mulheres realmente livres, pois, como dizia Paulo de Tarso, “nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro (…) nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que nos foi dado a conhecer por Jesus Cristo” (Rom. 8, 38-39), pelo qual adquirimos o estatuto da verdadeira liberdade. É por isso, pela liberdade e pela esperança, que, em nome deste povo que vos ama, vestida de rainha ou de burel, embargada, a minha voz vos aclama:
– Salvé Padroeira, Santa Isabel!

A. Jesus Ramos

(em nome do Povo de Coimbra)

Largo da Portagem, 10 de Julho de 2014

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Louvor a Coimbra

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(Foto: HELENA PRATA)

 

VASCO FRANCISCO *

 

Não sei se quem lê estas frases as entende como de um relato se tratasse, de uma prosa que se estende no papel convencendo o leitor a ler até ao fim. Palavras desenhadas a preceito, para descrever a cidade mais antiga de Portugal a seguir a Braga.

Coimbra – esta cidade que acorda serena e silenciosa e que adormece boémia e apaixonada. Quantas palavras seriam precisas para descrever esta cidade que em tempos foi capital do reino… A verdade é que não as há.

A saudade já vem desses tempos (Aeminium, como lhe chamaram os romanos) e não esquece aqueles que fizeram de si o seu berço de nascimento e glória, D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Afonso II, entre outros que por cá nasceram. As muralhas da cidade ainda se fortificam quando ouvem os nomes de D. Dinis e de D. Pedro, os reis mais admirados na história da cidade. O tempo passou e da 1.ª dinastia apenas ficaram os símbolos e a história. As margens do Mondego unem-se numa só, como se o rio fosse uma aliança entre elas. O Mondego corre calmo e majestoso, as lágrimas de Inês e de outros tantos que por aqui choraram de alegria e de tristeza cruzam o leito que as leva até à foz. A foz que diz à Serra da Estrela que o Mondego está entregue ao mar. Quantas barcas o beijaram desde Penacova à Figueira da Foz, quando foi uma das mais importantes vias fluviais de Portugal, onde se desenlaçaram tragédias e emoções. Hoje só vejo uma barca perdida sem que à sirga a puxem para uma viagem nas águas de um rio tão português. Este rio que em tempos foi tão irregular, cheia no Inverno, areal no Verão. Hoje é rio todo o ano e todo o ano é do Bazófias.

Coimbra, inspiração de poetas, músicos e pintores, homens e mulheres que desta cidade fizeram arte. Num poema gravaram a saudade, numa tela esboçaram a beleza, num fado cantaram a alma. Quantos nomes a imploraram para sua inspiração, Miguel Torga, António Nobre, Zeca Afonso, Luís Goes, Camões, tantas almas a abraçaram, todas recebidas no mesmo abraço. Um abraço acolhedor e tão característico.

As capas negras vestem uma cidade que não tem vergonha em mostrar a sua nudez, a beleza é fruto da natureza e do homem desde o Penedo da Saudade a Santa Clara. As lágrimas de Inês rebatem no coração dos amores desta cidade, desde o velho amor de uma tricana com um estudante até aos amores atuais que levam Coimbra como cenário.

O trinar de uma guitarra desperta os estudantes e os doutores, que na cidade dos amores aprendem a ver e a sentir uma cidade que da velha Torre faz ícone, que do badalar da Cabra faz seu símbolo humorístico e tem como postal mais famoso o Pátio das Escolas. Os rouxinóis convidam a ir ao Choupal, mas algo leva a descer mais perto. Respirando o ar puro do Botânico chega-se à Sé Velha que se veste de negro todos os anos. E ainda hoje as pedras morenas da Sé aclamam a nostalgia.

O aroma de uma cidade sente-se na doçaria, esta que imortaliza as monjas de Santa Clara. As pedras de Santa Cruz formam um cenário tão português, Almedina e Quebra Costas cantam o fado que se faz ouvir à Portagem, de onde se contempla uma das mais bonitas paisagens da Lusa Atenas.

Coimbra, viveiro de amores onde ainda se cheira um perfume celestial. Uma pétala escorrega do regaço e a lenda ainda é a mesma “São Rosas, Senhor!”. E eis que uma coberta se estende numa varanda e assim se anuncia uma procissão, um cortejo real, vai passar a Rainha Santa, e o povo comparece para a venerar.

Os salgueirais do Mondego debruçam-se nas águas que Camões exaltou, águas que encerram histórias de um rio e de uma cidade. Coimbra que se embala numa balada minha e tua. Terra onde o Sol e a Lua refletem mais brilho e mais beleza ao que foi, permanece e continuará a ser esta cidade.

Mais palavras, para quê? Não há palavras que cheguem nem dias que se reservem para descrever uma cidade onde se mudam os tempos e as vontades, mas há sempre algo que fica, algo que se mantém a imortalizar o passado, a alma e a genuinidade.

“Coimbra terra de encanto,
Fundo mistério é o seu,
Chega a ter saudades dela,
Quem nunca nela viveu.”

Coimbra, 10 de Julho de 2014

* aluno finalista do Ensino Secundário. Colaborador permanente do COIMBRA JORNAL

Tv e Internet: preços vão baixar em Coimbra

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MÁRIO MARTINS

A Vodafone espera ter a cidade de Coimbra coberta com rede de fibra óptica já no início de Setembro, pelo que em breve começará a comercializar o “Vodafone TV, Net Voz”, o pacote de televisão, internet e telefone que custa 24,90 euros mensais.

Se suceder em Coimbra o que sucedeu noutras zonas do país, designadamente na Região Norte, os outros operadores – Meo, Zon (agora Nos) e Cabovisão – vão baixar os respectivos preços, para valores semelhantes ao da Vodafone.

Eis uma boa notícia para os consumidores, sobretudo para aqueles que, neste momento, não estão obrigados a qualquer período de fidelização com o actual prestador.

A Vodafone já começou a anunciar o novo serviço nos transportes públicos do concelho.

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Esta desgraçada Selecção

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ANTÓNIO B. MARTINS *

A nossa Selecção de Futebol sai do Brasil, do Campeonato do Mundo deste ano, com uma imagem miserável e polémica. Sem brilho, sem tino, sem fôlego e sem pernas, a que acresceu uma ou outra incapacidade técnica por banda do treinador, o onze português… traduz, também, a mediocridade que, a todos os níveis e em todos os sectores, tomou conta do nosso espaço nacional.

A Federação Portuguesa de Futebol é, vai para muitos anos, um grupo de amigos, onde figuras como Carlos Godinho (e outros) se eternizam em lugares-chave para mal dos “pecados” do organismo do futebol nacional.
Trata-se de um grupo de amigos, uns da direita e até outros da esquerda, que vão velando pelo “corpo” estafado e corroído da FPF, numa sintonia de opiniões e de posições que, todos os anos, com a consciência baralhada e atrofiada não conseguem levar a bom rumo um conjunto de jogadores que não precisa dos tostões que lhes passam para a mão, qual gorjeta de um grupo de clientes, porque militam, na sua esmagadora maioria, em campeonatos milionários.

Desde a primeira hora que só se falava de Cristiano. E cadê os outros?… Alimentou-se uma “loucura” em torno do CR7, parecendo que a equipa era, só e apenas, o “menino” Cristiano. E se lhe desse um “traquelimane” (uma impossibilidade qualquer)? Ficávamos sem selecção? Como é que próprio deixa que isso aconteça? Como é que a maior parte dos colegas do grupo geriram as conferências de imprensa, sempre a falar do melhor do mundo?
Como se uma selecção dependesse de um elemento que é o melhor do mundo. Mas uma selecção, de qualquer modalidade desportiva, não é um conjunto?

E quanto pagou a nossa Federação do desporto-rei por trazer, a reboque do CR7, os massagistas do Real Madrid? A selecção não os tem? E não tem médico?
Que confusão… que desnorte… que miséria… que poucas vontades… que manifesta falta de garra… que desassossego desportivo… que medonha inexistência de valentia pátria… que perdulários… estas estrelas menores do nosso futebol. Enfim… tudo atrás da bola dos milhões, porque a dos farrapos, do tempo de Eusébios, Matateus, Torres, Simões, Zé Augustos, Costas Pereiras, Hilários e outros… já não faz “dançar” estas vedetas que amontoam cifrões e não deviam merecer o nosso respeito.

Ainda sou do tempo em que, no Mundial de 66, com a equipa dos “Magriços”, o Eusébio – um jogador humilde e um senhor simples – vergou uma Coreia que, depois de nos impor o 3-0, foi derrotada por 5-3, com quatro golos desse magnífico Rei da bola… Tempos memoráveis, com um outro senhor do futebol – o brasileiro Otto Glória.
Mas havia outros incentivos, os da nobreza dos homens, os da cidadania das pessoas (jogadores) e os do portuguesismo que, e todos juntos, se cumulavam no patriotismo…

A esta desgraçada selecção, rota de intenções, medíocre em atitude, pobre em ideal, parca em  humildade na defesa do bom nome de Portugal, não lhe restava outro caminho se não o que, agora, amargamente sentimos: voltar para casa, de rabo entalado, com a bola debaixo do braço, de maleta aviada e de equipamento amarrotado e sem cheiro a suor… É uma vergonha para todo o onze que se perfilou para os três jogos que foram cumpridos.

Mas não podem escapar a críticas o treinador Paulo Bento, o director  desportivo Carlos Godinho e uma outra figura que, nos bastidores, é dono e senhor deste “mundo” de um futebol que vem apodrecendo ao sabor das notas, dos interesses dos empresários dos jogadores e de muita “coisa” que não transpira para fora dos balneários que a nossa selecção pisa. Já dizia Gilberto Madail, a 15 de Abril de 2000: “Enquanto estiver na FPF, Carlos Godinho será intocável”. Que poder terá este pêcêpista ?

Mas a FIFA, essa majestática empresa toda-poderosa é, também, hoje, uma organização muito criticada, mas que sabe o que quer e para onde caminha para que os estádios dos “Mundiais” não percam tifosos de um futebol inquinado e já sem amor a camisolas e a desafios. A mim, já nem o futebol me leva… nem me alegra, porque se desvirtuou e está possesso de “infernos” e de “diabos” que andam por ai à solta para envenenar o desporto-rei.

Até 2016, em França, onde teremos de levar malta nova para haver quem tenha de conquistar posição e nome e, assim, lutar para ocupar lugar cimeiro que seja orgulho de Portugal e dos portugueses.

EDITORIAL / Blogue: um novo caminho

Coimbra-Jornal-logos

MÁRIO MARTINS *

O COIMBRA JORNAL acaba de completar meio ano de existência. Como parece distante a passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, quando este espaço abriu as portas, oito minutos depois da meia-noite!

Foram seis meses ricos de experiências. No início, com actualizações diárias. Ao fim de três meses, com actualizações mais profundas às terças e sextas-feiras. Sempre na companhia de milhares de leitores, alguns dos quais fizeram chegar textos, fotos, sugestões, comentários. Tem sido uma bela experiência.

Houve dias em que estive 12 horas sentado frente ao computador a dar corpo à ideia, com o apoio – inestimável – do Rafael Mota. Com a colaboração do Gonçalo Cabral, que ofereceu o logotipo do blogue. Com textos de quem quis partilhar esta ideia. Com a ajuda de outros mais. Muito obrigado a todos.

O blogue vai agora entrar numa nova fase, porque o autor acaba de regressar ao “mercado de trabalho”. Mas o COIMBRA JORNAL não vai fechar as portas. Apenas terá actualizações mais irregulares. Mas por aqui continuará, um dia destes vestido com nova roupagem, ainda mais atraente, já preparada.

A ideia é para manter. Ao longo destes seis meses, o COIMBRA JORNAL acumulou uma grande experiência. Sabemos hoje quais os temas que despertam maior interesse, as horas a que o blogue é mais consultado, o tipo de linguagem que melhor se adequa a este mundo dito virtual mas cada vez mais real.

O COIMBRA JORNAL está vivo. A partir de agora, no entanto, com um “andamento” diferente. Mas com o compromisso da primeira hora: noticiar o que outros ignoram, pugnar pela participação cívica na vida da comunidade, dar voz aos que normalmente não são escutados.

Este blogue é uma aventura, mas igualmente a resposta a desafios concretos da vida do autor. Há muita gente a propagandear capacidades que não tem, incapaz de colocar as suas capacidades ao serviço dos outros. Aqui fez-se (e continuará a fazer-se) um verdadeiro serviço público, gratuito, sem apoios de qualquer espécie para além do carinho e do estímulo que nunca deixou de nos chegar. Em total liberdade porque assim o exige quem se pauta por valores.

Até ao momento, o COIMBRA JORNAL conta mais de 140.000 visualizações.
Continuaremos a vermo-nos por aqui. Bem-hajam.

Coimbra, Dia da Cidade de 2014

Rui Tovar faleceu hoje

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O jornalista Rui Tovar faleceu hoje em Lisboa, aos 64 anos, no Hospital de Santa Maria, onde estava internado devido a problemas cardíacos.
A notícia foi avançada ao princípio da noite pela RTP.
Rui Tovar, um dos mais conceituados jornalistas desportivos portugueses, estava presentemente a fazer comentários sobre o Mundial 2014.
À família enlutada – muito especialmente ao filho Rui Miguel Tovar, editor de Desporto do jornal “i” – apresentamos sentidas condolências.

MAIS SOBRE RUI TOVAR

A petição “Demitir Blatter”

A opinião sobre José Saramago: “Era mal-educado e um arrogante”

Acidente em Antanhol

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Uma viatura que transportava sapadores florestais capotou ontem, segunda-feira, em Antanhol. As fotos.

Fotos: AUGUSTO PESTANA

 

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Finanças: atendimento por marcação em Coimbra

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A partir de amanhã, dia 1 de Julho, é possível fazer marcação prévia para tratar diversos assuntos junto das repartições de Finanças em Coimbra.

O atendimento com pré-inscrição está destinado a assuntos que, “pela sua natureza ou grau de complexidade, requerem a presença dos contribuintes/operadores económicos e/ou seus representantes junto dos serviços locais da Autoridade Tributária”.

As áreas a abranger são definidas pelas várias direcções de Finanças e incluem, entre outras: início ou alteração do enquadramento em questões de IVA; nos impostos sobre o rendimento, questões sobre a declaração Modelo 3 do IRS, nomeadamente divergências detectadas; no património, assuntos relacionados com imposto do selo, IMI e IMT.

O serviço de marcação prévia já está disponível em Lisboa desde o início deste ano.

 

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